{"id":1367,"date":"2010-03-08T00:00:00","date_gmt":"2010-03-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espai-marx.net\/?p=1367"},"modified":"2019-01-21T18:58:58","modified_gmt":"2019-01-21T18:58:58","slug":"grande-midia-organiza-campanha-contra-candidatura-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espai-marx.net\/?p=1367","title":{"rendered":"Grande m\u00eddia organiza campanha contra candidatura de Dilma"},"content":{"rendered":"\n<p><b>Grande m\u00eddia organiza campanha contra candidatura de Dilma <\/b><\/p>\n<p>Em semin\u00e1rio promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds afirmaram que o PT \u00e9 um partido contr\u00e1rio \u00e0 liberdade de express\u00e3o e \u00e0 democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo ser\u00e1 implantado no Brasil. \u201cEnt\u00e3o tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precau\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Temos que ser ofensivos e agressivos, n\u00e3o adianta reclamar depois\u201d, sentenciou Arnaldo Jabor. <\/p>\n<p>Bia Barbosa<\/p>\n<p>Se algum estudante ou profissional de comunica\u00e7\u00e3o desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscri\u00e7\u00e3o do 1\u00ba F\u00f3rum Democracia e Liberdade de Express\u00e3o, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais amea\u00e7as a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha pol\u00edtica que foi dada pelos representantes dos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o nesta segunda-feira, em S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito \u00e0 propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como Jo\u00e3o Roberto Marinho, Roberto Civita, Eur\u00edpedes Alc\u00e2ntara e Pedro Bial, o f\u00f3rum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Emissoras de R\u00e1dio e Televis\u00e3o), ANER (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais) e Abap (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discuss\u00f5es ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o foi inicialmente dada pelo soci\u00f3logo Dem\u00e9trio Magnoli, que passou os \u00faltimos anos combatendo, nos notici\u00e1rios e p\u00e1ginas dos grandes ve\u00edculos, pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa como as cotas para negros nas universidades. Segundo ele, no in\u00edcio de sua hist\u00f3ria, o PT abrangia em sua composi\u00e7\u00e3o uma diversidade maior de correntes, incluindo a presen\u00e7a de lideran\u00e7as social-democratas. Hoje, para Magnoli, o partido \u00e9 um aparato controlado por sindicalistas e castristas, que t\u00eam respondido a suas bases pela retomada e restaura\u00e7\u00e3o de um programa pol\u00edtico reminiscente dos antigos partidos comunistas.<\/p>\n<p>\u201cAo longo das quatro candidaturas de Lula, o PT realizou uma mudan\u00e7a muito importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia. Mas ao mesmo tempo em que o governo adota um programa econ\u00f4mico ortodoxo e princ\u00edpios da economia de mercado, o PT d\u00e1 marcha r\u00e9 em todos os assuntos que se referem \u00e0 democracia. Como contraponto \u00e0 ades\u00e3o \u00e0 economia de mercado, retoma as antigas id\u00e9ias de partido dirigente e de democracia burguesa, cruciais num ide\u00e1rio anti-democr\u00e1tico, e consolida um aparato partid\u00e1rio muito forte que reduz brutalmente a diversidade pol\u00edtica no PT. E este movimento \u00e9 refor\u00e7ado hoje pelo cen\u00e1rio de emerg\u00eancia do chavismo e pela alian\u00e7a entre Venezuela e Cuba\u201d, acredita. \u201cO PT se tornou o maior partido do Brasil como fruto da democracia, mas \u00e9 ambivalente em rela\u00e7\u00e3o a esta democracia. Ele celebra a Venezuela de Ch\u00e1vez, aplaude o regime castrista em seus documentos oficiais e congressos, e solta uma nota oficial em apoio ao fechamento da RCTV\u201d, diz. <\/p>\n<p>A RCTV \u00e9 a emissora de TV venezuelana que n\u00e3o teve sua concess\u00e3o em canal aberto renovada por descumprir as leis do pa\u00eds e articular o golpe de 2000 contra o presidente Hugo Ch\u00e1vez, cujo presidente foi convidado de honra do evento do Instituto Millenium. Hoje, a RCTV opera apenas no cabo e segue enfrentando o governo por se recusar a cumprir a legisla\u00e7\u00e3o nacional. Por esta atitude, Marcel Granier \u00e9 considerado pelos organizadores do F\u00f3rum um s\u00edmbolo mundial da luta pela liberdade de express\u00e3o \u2013 um direito a que, acreditam, o PT tamb\u00e9m \u00e9 contra. <\/p>\n<p>\u201cO PT \u00e9 um partido contra a liberdade de express\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a isso. Mas no Brasil vivemos um debate democr\u00e1tico e o PT, por interm\u00e9dio do cerceamento da liberdade de imprensa, prop\u00f5e subverter a democracia pelos processos democr\u00e1ticos\u201d, declarou o fil\u00f3sofo Denis Rosenfield. \u201cA id\u00e9ia de controle social da m\u00eddia \u00e9 oficial nos programas do PT. O partido poderia ter se tornado social-democrata, mas decidiu que seu caminho seria de restaura\u00e7\u00e3o stalinista. E n\u00e3o por acaso o centro desta restaura\u00e7\u00e3o stalinista \u00e9 o ataque verbal \u00e0 liberdade de imprensa e express\u00e3o\u201d, completou Magnoli.<\/p>\n<p><b>O tal ataque<\/b><\/p>\n<p>Para os pensadores da m\u00eddia de direita, o cerco \u00e0 liberdade de express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novidade no Brasil. E tal cerceamento n\u00e3o nasce da brutal concentra\u00e7\u00e3o da propriedade dos meios de comunica\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do Brasil, mas vem se manifestando h\u00e1 anos em iniciativas do governo Lula, em projetos com o da Ancinav, que pretendia criar uma ag\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o do setor audiovisual, considerado \u201cautorit\u00e1rio, burocratizante, concentracionista e estatizante\u201d pelos palestrantes do F\u00f3rum, e do Conselho Federal de Jornalistas, que tinha como prerrogativa fiscalizar o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o no pa\u00eds. <\/p>\n<p>\u201cSe o CFJ tivesse vingado, o governo deteria o controle absoluto de uma atividade cuja liberdade est\u00e1 garantida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O veneno antidemocr\u00e1tico era forte demais. Mas o governo n\u00e3o desiste. Tanto que em novembro, o Diret\u00f3rio Nacional do PT aprovou propostas para a Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o defendendo mecanismos de controle p\u00fablico e san\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa\u201d, avalia o articulista do Estad\u00e3o e conhecido membro da Opus Dei, Carlos Alberto Di Franco.<\/p>\n<p>\u201cT\u00ednhamos um partido que passou 20 anos fazendo guerra de valores, sabotando tentativas, atrapalhadas ou n\u00e3o, de estabiliza\u00e7\u00e3o, e que chegou em 2002 com chances de vencer as elei\u00e7\u00f5es. E todos os setores acreditaram que eles n\u00e3o queriam fazer o socialismo. Eles nos ofereceram estabilidade e por isso aceitamos tudo\u201d, lamenta Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, que faz quest\u00e3o de assumir que Fernando Henrique Cardoso est\u00e1 \u00e0 sua esquerda e para quem o DEM n\u00e3o defende os verdadeiros valores de direita. \u201cA guerra da democracia do lado de c\u00e1 esta sendo perdida\u201d, disse, num momento de desespero.<\/p>\n<p>O deputado petista Antonio Palocci, convidado do evento, at\u00e9 tentou tranq\u00fcilizar os participantes, dizendo que n\u00e3o v\u00ea no horizonte nenhum risco \u00e0 liberdade de express\u00e3o no Brasil e que o Presidente Lula respeita e defende a liberdade de imprensa. O ministro H\u00e9lio Costa, velho amigo e conhecido dos donos da m\u00eddia, tamb\u00e9m. \u201cDurante os procedimentos que levaram \u00e0 Confer\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o, o governo foi un\u00e2nime ao dizer que em hip\u00f3tese alguma aceitaria uma discuss\u00e3o sobre o controle social da m\u00eddia. Isso n\u00e3o ser\u00e1 permitido discutir, do ponto de vista governamental, porque consideramos absolutamente intoc\u00e1vel\u201d, garantiu. <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o adiantou. Nesta an\u00e1lise criteriosa sobre o Partido dos Trabalhadores, houve quem teorizasse at\u00e9 sobre os malef\u00edcios da milit\u00e2ncia partid\u00e1ria. Roberto Romano, convidado para falar em uma mesa sobre Estado Democr\u00e1tico de Direito, foi categ\u00f3rico ao atacar a pr\u00e1tica pol\u00edtica e apresentar elementos para a teoria da conspira\u00e7\u00e3o que ali se constru\u00eda, defendendo a necessidade de surgimento de um partido de direita no pa\u00eds para quebrar o monop\u00f3lio progressivo da esquerda. <\/p>\n<p>\u201cO partido de militantes \u00e9 um partido de corros\u00e3o de car\u00e1ter. Voc\u00ea n\u00e3o tem mais, por exemplo, juiz ou jornalista; tem um militante que responde ao seu dirigente partid\u00e1rio (&#8230;) H\u00e1 uma cultura da milit\u00e2ncia por baixo, que faz com que essas pessoas militem nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. E a escolha do militante vai at\u00e9 a morte. (&#8230;) Voc\u00ea tem grupos pol\u00edticos nas reda\u00e7\u00f5es que se d\u00e3o ao direito de fazer censura. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o PT tem uma massa de pessoas que considera toda a imprensa burguesa como criminosa e mentirosa\u201d, explica.<\/p>\n<p><b>O \u201crisco Dilma\u201d<\/b><\/p>\n<p>Convictos da imposi\u00e7\u00e3o pelo presente governo de uma vis\u00e3o de mundo hegem\u00f4nica e de um \u00fanico conjunto de valores, que estaria lentamente sedimentando-se no pa\u00eds pelas a\u00e7\u00f5es do Presidente Lula, os debatedores do F\u00f3rum Democracia e Liberdade de Express\u00e3o apresentaram aos cerca de 180 presentes e aos internautas que acompanharam o evento pela rede mundial de computadores os riscos de uma eventual elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff. A an\u00e1lise \u00e9 simples: ao contr\u00e1rio de Lula, que possui uma \u201cautonomia bonapartista\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao PT, a sustenta\u00e7\u00e3o de Dilma depende fundamentalmente do Partido dos Trabalhadores. E isso, por si s\u00f3, j\u00e1 representa um perigo para a democracia e a liberdade de express\u00e3o no Brasil. <\/p>\n<p>\u201cO que est\u00e1 na cabe\u00e7a de quem pode assumir em definitivo o poder no pa\u00eds \u00e9 um patrimonialismo de Estado. Lula, com seu temperamento conciliador, teve o m\u00e9rito real de manter os bolcheviques e jacobinos fora do poder. Mas conhe\u00e7o a cabe\u00e7a de comunistas, fui do PC, e isso n\u00e3o muda, \u00e9 feito pedra. O perigo \u00e9 que a cabe\u00e7a deste novo patrimonialismo de estado acha que a sociedade n\u00e3o merece confian\u00e7a. Se sentem realmente superiores a n\u00f3s, donos de uma linha justa, com direito de dominar e corrigir a sociedade segundo seus direitos ideol\u00f3gicos\u201d, afirma o cineasta e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor. \u201cMinha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que se o pr\u00f3ximo governo for da Dilma, ser\u00e1 uma infiltra\u00e7\u00e3o infinitas de formigas neste pa\u00eds. Quem vai mandar no pa\u00eds \u00e9 o Z\u00e9 Dirceu e o Vaccarezza. A quest\u00e3o \u00e9 como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que n\u00e3o deveria mais existir no mundo\u201d, alerta Jabor.<\/p>\n<p>Para Denis Rosenfield, ao contr\u00e1rio de Lula, que ganhou as elei\u00e7\u00f5es fazendo um movimento para o centro do espectro pol\u00edtico, Dilma e o PT radicalizaram o discurso por interm\u00e9dio do debate de id\u00e9ias em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, lan\u00e7ado pelo governo no final do ano passado. \u201cObservamos no Brasil tend\u00eancias cada vez maiores de cerceamento da liberdade de express\u00e3o. Al\u00e9m do CFJ e da Ancinav, tem a Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o, o PNDH-3 e a Confer\u00eancia de Cultura. Ent\u00e3o o projeto \u00e9 claro. S\u00f3 n\u00e3o v\u00ea coer\u00eancia quem n\u00e3o quer\u201d, afirma. \u201cSe muitas das inten\u00e7\u00f5es do PT n\u00e3o foram realizadas n\u00e3o foi por aus\u00eancia de vontades, mas por aus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es, sobretudo porque a m\u00eddia \u00e9 atuante\u201d, admite.<\/p>\n<p><b>Hora de reagir<\/b><\/p>\n<p>E foi essa atua\u00e7\u00e3o consistente que o Instituto Millenium cobrou da imprensa brasileira. Sair da abstra\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e partir para o ataque. <\/p>\n<p>\u201cSe o Serra ganhasse, far\u00edamos uma festa em termos das liberdades. Seria ruim para os fumantes, mas mudaria muito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Mas a perspectiva \u00e9 que a Dilma ven\u00e7a\u201d, alertou Dem\u00e9trio Magnoli. <\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o o perigo maior que nos ronda \u00e9 ficar abstratos enquanto os outros s\u00e3o objetivos e obstinados, furando nossa resist\u00eancia. A classe, o grupo e as pessoas ligadas \u00e0 imprensa t\u00eam que ter uma atitude ofensiva e n\u00e3o defensiva. Temos que combater os ind\u00edcios, que est\u00e3o todos a\u00ed. O mundo hoje \u00e9 de muita liberdade de express\u00e3o, inclusive tecnol\u00f3gica, e isso provoca revolta nos velhos esquerdistas. Por isso tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precau\u00e7\u00e3o. Sen\u00e3o isso se esvai. Nossa atitude tem que ser agressiva\u201d, disse Jabor, convocando os presentes para a guerra ideol\u00f3gica. <\/p>\n<p>\u201cNa hora em que a imprensa decidir e passar a defender os valores que s\u00e3o da democracia, da economia de mercado e do individualismo, e que n\u00e3o se vai dar trela para quem quer a solapar, come\u00e7aremos a mudar uma certa cultura\u201d, prev\u00ea Reinaldo Azevedo.<\/p>\n<p>Um \u00faltimo conselho foi dado aos ve\u00edculos de imprensa: assumam publicamente a candidatura que v\u00e3o apoiar. Espera-se que ao menos esta recomenda\u00e7\u00e3o seja seguida, para que a posi\u00e7\u00e3o da grande m\u00eddia n\u00e3o seja conhecida apenas por aqueles que puderam pagar R$ 500,00 pela oficina de campanha eleitoral dada nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>http:\/\/www.cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=16414&#038;boletim_id=652&#038;componente_id=10882<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grande m\u00eddia organiza campanha contra candidatura de Dilma <\/p>\n<p>Em semin\u00e1rio promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds afirmaram que o PT \u00e9 um partido contr\u00e1rio \u00e0 liberdade de express\u00e3o e \u00e0 democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo ser\u00e1 implantado no Brasil. \u201cEnt\u00e3o tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precau\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Temos que ser ofensivos e agressivos, n\u00e3o adianta reclamar depois\u201d, sentenciou Arnaldo Jabor. <\/p>\n<p>Bia Barbosa<\/p>\n<p>Se algum estudante ou profissional de comunica\u00e7\u00e3o desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscri\u00e7\u00e3o do 1\u00ba F\u00f3rum Democracia e Liberdade de Express\u00e3o, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais amea\u00e7as a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha pol\u00edtica que foi dada pelos representantes dos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o nesta segunda-feira, em S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito \u00e0 propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como Jo\u00e3o Roberto Marinho, Roberto Civita, Eur\u00edpedes Alc\u00e2ntara e Pedro Bial, o f\u00f3rum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Emissoras de R\u00e1dio e Televis\u00e3o), ANER (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais) e Abap (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discuss\u00f5es ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o foi inicialmente dada pelo soci\u00f3logo Dem\u00e9trio Magnoli, que passou os \u00faltimos anos combatendo, nos notici\u00e1rios e p\u00e1ginas dos grandes ve\u00edculos, pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa como as cotas para negros nas universidades. Segundo ele, no in\u00edcio de sua hist\u00f3ria, o PT abrangia em sua composi\u00e7\u00e3o uma diversidade maior de correntes, incluindo a presen\u00e7a de lideran\u00e7as social-democratas. 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